Comentário sobre o show de Paul McCartney em Porto Alegre #PaulinPoa (+setlist e panorama do show)

Não sei como começar esse post. Não há palavras para tentar descrever o show, embora eu tente de alguma forma expressar o show pra vocês. (Desculpe se o texto ficar extenso, mas você se sentirá no show, confie em mim.)

Ok, vamos pela ordem cronológica dos fatos: Paul sai do Hotel Sheraton, no bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre por volta das 15:50 da tarde. Acena para os fãs no saguão do hotel, posa para fotos, e segue seu trajeto até o Beira-Rio. No percurso todo de vidros abaixados, acena para as pessoas na rua, cumprimenta 3 ciclistas e até acena para o helicóptero da TV. Chega no Beira-Rio. Pessoas que formavam filas quilométricas ficam mais alvoroçadas ainda e algumas saem em disparada para tentar ver Paul chegar. Paul, muito calmo e simpático, acena para todos e faz questão de cumprimentar todos os seguranças e membros da equipe. Ele entra no estádio e faz sua 2ª passagem de som. Pra nós, fãs, que estávamos na fila ouvindo tudo do lado de fora foi algo magistral, uma pequena prévia do que viria a acontecer.

Com pelo menos 20 minutos de atraso, os portões do estádio se abrem e nisso, várias pessoas furam a fila, prejudicando assim os muitos filas que ficaram horas e hora fila (pra nada..). Lá por volta das 19:15, um trio sobre ao palco como ‘banda de abertura’, mas na realidade eles apenas faziam uma espécie de ‘house’ ao vivo, já que o trio se tratava de um DJ, um guitarrista e um saxofonista. O trio realmente não agradou o público –tocou 4 músicas e saiu do palco. Depois disso, por cerca de 45 minutos, é exibido um vídeo com montagens de imagens da carreira de Paul e coisas referentes aos anos 60’, 70’ e 80’, embalados com remixes e versões eletrônicas de algumas músicas beatniks e do seu projeto paralelo, o The Fireman.

21:12: Sir James Paul McCartney sobe ao palco cantando Venus and Mars / Rockshow e leva os fãs ao êxtase total. Entre choros, soluços, gritos e palmas, Paul conversa com o público dando ‘Boa noite, Porto Alegre’, ‘Boa noite gaúchos’ –e diz que “esta noite, vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês”.  O set list segue (inclusive com um pequeno medley de Foxy Lady no final de Let Me Roll It, que eu havia comentado no outro post do Orange Cube, ponto pra mim) e a cada encerramento de uma música, ele acena, gesticula, aponta, faz poses e interage com a platéia. Ensaiou muito bem os ‘Tri legal!’, ‘Mas bah, tchê!’ e os ‘Tudo Bem?’ assim como o ‘Obrigado Brasil’ que falava constantemente. –Inclusive se juntou ao coro de ‘Ah, eu sou gaúcho’ com o público (talvez essa seja a fala mais marcante dele no show).  Também fez a seguinte observação antes da música My Love: “Eu escrevi essa música  pra minha gatinha Linda, mas esta noite ela é para todos os namorados.” No termino de Back in the U.S.S.R., Macca brinca com o público, fazendo com que todos o imitassem, quase como um ‘Siga o Mestre’ no qual ele fez mais de 50 mil pessoas latirem em couro.  Respeitem-o.

Houve 2 bis, e no hiato de tempo entre a primeira saída e o segundo bis, o estádio inteiro cantava em coro Hey Jude com os celulares acesos. Ele volta, toca mais 3 músicas. Se retira novamente. O povo clama por sua volta. Ele consede mais 3 músicas ao público. Antes da derradeira música, Sgt Peppers –Reprise/The End, 2 garotas, uma gaúcha e uma catarinense que exibiam um cartaz com o pedido de terem seus braços autografados para serem registrados com uma tatuagem sobem ao palco a convite de Sir Paul. Enquanto as garotas subiam, Macca ainda brinca: ‘o que você acham, elas devem tatuar?’ o público responde que sim e ele retruca: ‘bom, daí não é culpa minha!!’. Elas sobem, tem seus braços assinados e descem do palco e então a última música e entoada e cantada por todos.

“Até a próxima, Porto Alegre! Obrigado!” disse Paul ao se despedir da platéia e então, todos, sem exceção, sairam extaciados e eufóricos naquela noite história para Porto Alegre. Ele sem duvida mostrou que a música não tem idade ou fronteiras continetais para emocionar várias gerações; também mostrou muito carisma e uma alegria contagiante que engrandeceu ainda mais a apresentação! Outro comentário digno é da qualidade de som do espetáculo (sim, é muito injusto chamar a apresentação de McCartney de show, pois foi digno de um espetáculo) foi sem dúvida de uma qualidade impar. Mesmo no estádio, parecia se estar ouvindo o áudio de um cd, ou até mesmo de um DVD –digo dvd pelo show de imagens dos 2 telões gigantes situados nas duas extremidades do palco. Além disso, a pirotecnia na música Live and Let Die deixou a todos boquiabertos com suas exploções e fogos de artifícios a cada evolução da música.

É, pagamos para ver um senhor de 68 anos e vimos um menino no palco, que brincava, se divertia e emocionava todos os presentes Foram quase 3 horas de sonoridade perfeita e o contentamento do 50 mil felizardos que ouviram/viram tudo isso acontecer. Creio que dia 7 de Novembro seja nomeado o “Dia Internacional de Paul McCartney em Porto Alegre”.

-se você não foi (ou se foi e quiser recordar) segue o Set List, que fez um passei por toda sua carreia (The Beatles, Wings e solo, incluindo seu projeto paralelo, The Fireman) e uma visão geral o palco e do Beira-Rio tomado por um mar de gente.

“And in the end, the love you take is equal to the love you make.”

Thanks Sir Paul McCartney.

 

Não sei como começar esse post. Não há palavras para tentar descrever o show, embora eu tente de alguma forma expressar o show pra vocês.

Ok, vamos pela ordem cronológica dos fatos: Paul sai do Hotel Sheraton, no bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre por volta das 15:50 da tarde. Acena para os fãs no saguão do hotel, posa para fotos, e segue seu trajeto até o Beira-Rio. No percurso todo de vidros abaixados, acena para as pessoas na rua, cumprimenta 3 ciclistas e até acena para o helicóptero da TV. Chega no Beira-Rio. Pessoas que formavam filas quilométricas ficam mais alvoroçadas ainda e algumas saem em disparada para tentar ver Paul chegar. Paul, muito calmo e simpático, acena para todos e faz questão de cumprimentar todos os seguranças e membros da equipe. Ele entra no estádio e faz sua 2ª passagem de som. Pra nós, fãs, que estávamos na fila ouvindo tudo do lado de fora foi algo magistral, uma pequena prévia do que viria a acontecer.

Com pelo menos 20 minutos de atraso, os portões do estádio se abrem e nisso, várias pessoas furam a fila, prejudicando assim os muitos filas que ficaram horas e hora fila (pra nada..). Lá por volta das 19:15, um trio sobre ao palco como ‘banda de abertura’, mas na realidade eles apenas faziam uma espécie de ‘house’ ao vivo, já que o trio se tratava de um DJ, um guitarrista e um saxofonista. O trio realmente não agradou o público –tocou 4 músicas e saiu do palco. Depois disso, por cerca de 45 minutos, é exibido um vídeo com montagens de imagens da carreira de Paul e coisas referentes aos anos 60’, 70’ e 80’, embalados com remixes e versões eletrônicas de algumas músicas beatniks e do seu projeto paralelo, o The Fireman.

21:12: Sir James Paul McCartney sobe ao palco cantando Venus and Mars / Rockshow e leva os fãs ao êxtase total. Entre choros, soluços, gritos e palmas, Paul conversa com o público dando ‘Boa noite, Porto Alegre’, ‘Boa noite gaúchos’ –e diz que “esta noite, vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês”.  O set list segue (inclusive com um pequeno medley de Foxy Lady no final de Let Me Roll It, que eu havia comentado no outro post do Orange Cube, ponto pra mim) e a cada encerramento de uma música, ele acena, gesticula, aponta, faz poses e interage com a platéia. Ensaiou muito bem os ‘Tri legal!, ‘Mas bah, tchê!’ e os ‘Tudo Bem?’ assim como o ‘Obrigado Brasil’ que falava constantemente. –Inclusive se juntou ao coro de ‘Ah, eu sou gaúcho’ com o público (talvez essa seja a fala mais marcante dele no show).  Também fez a seguinte observação antes da música My Love: “Eu escrevi essa música  pra minha gatinha Linda, mas esta noite ela é para todos os namorados.” No termino de Back in the U.S.S.R., Macca brinca com o público, fazendo com que todos o imitassem, quase como um ‘Siga o Mestre’ no qual ele fez mais de 50 mil pessoas latirem em couro.  Respeitem-o.

Houve 2 bis, e no hiato de tempo entre a primeira saída e o segundo bis, o estádio inteiro cantava em coro Hey Jude com os celulares acesos. Ele volta, toca mais 3 músicas. Se retira novamente. O povo clama por sua volta. Ele consede mais 3 músicas ao público. Antes da derradeira música, Sgt Peppers –Reprise/The End, 2 garotas, uma gaúcha e uma catarinense que exibiam um cartaz com o pedido de terem seus braços autografados para serem registrados com uma tatuagem sobem ao palco a convite de Sir Paul. Enquanto as garotas subiam, Macca ainda brinca: ‘o que você acham, elas devem tatuar?’ o público responde que sim e ele retruca: ‘bom, daí não é culpa minha!!’. Elas sobem, tem seus braços assinados e descem do palco e então a última música e entoada e cantada por todos.

“Até a próxima, Porto Alegre! Obrigado!” disse Paul ao se despedir da platéia e então, todos, sem exceção, sairam extaciados e eufóricos naquela noite história para Porto Alegre. Ele sem duvida mostrou que a música não tem idade ou fronteiras continetais para emocionar várias gerações; também mostrou muito carisma e uma alegria contagiante que engrandeceu ainda mais a apresentação! Outro comentário digno é da qualidade de som do espetáculo (sim, é muito injusto chamar a apresentação de McCartney de show, pois foi digno de um espetáculo) foi sem dúvida de uma qualidade impar. Mesmo no estádio, parecia se estar ouvindo o áudio de um cd, ou até mesmo de um DVD –digo dvd pelo show de imagens dos 2 telões gigantes situados nas duas extremidades do palco. Além disso, a pirotecnia na música Live and Let Die deixou a todos boquiabertos com suas exploções e fogos de artifícios a cada evolução da música.

É, pagamos para ver um senhor de 67 anos vimos um menino no palco, que brincava, se divertia e emocionava todos os presentes. Creio que dia 7 de Novembro seja nomeado o “Dia Internacional de Paul McCartney em Porto Alegre”.

-se você não foi (ou se foi e quiser recordar) segue o Set List e uma visão geral do local.

http://www.clicrbs.com.br/swf/360showpaul_final/360showpaul07102010.html

And in the end, the love you take is equal to the love you make.

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7 comentários sobre “Comentário sobre o show de Paul McCartney em Porto Alegre #PaulinPoa (+setlist e panorama do show)

  1. Olá! Show indescritível! Esse é meu 8º show de Paul! Jamais poderia imaginar ele em minha cidade! Aproveito para saber de vo~cês se alguém tem fotos para trocar ou vídeos? Materiais de Beatles? Procuro raridades, etc. Abços

  2. pessoal sei acnteceram muita coisa ruim em todo o mundo mas desejo paz e um natal de reflexção e um ano de realizações multiplas e que o paul e o ringo venha cantar e tocar a melhores musicas de todos os tempos pessoal até!

  3. Também fui. Foi o melhor show da minha vida, e acredito da vida de todos que estavam no EStádio Beira-Rio no dia 07.11.2010. Se pudesse, acompanhava todos os shows da turnê do Paul na América do Sul. Vida longa a Sir. Paul McCartney Ah! Eu sou gaúcho..kkkkk

  4. EU ESTAVA LÁ!
    Pra mim, jamais um evento tão grandioso e tão perfeito ocorrerá em POA. Só achei que a organização deixou a desejar, mas o show foi foda do início ao fim. Chorei, cantei, pulei e vibrei com 1/4 dos Beatles no palco.

  5. pessoal esperei 40 anos pra ver um dos beatles,imagina voçês um cara como eu passar a vida toda cultuando os beatles,colecionando albuns tanto da banda como os lps individuais era loucura, mas uma loucura gostosa essa experiência que eu passei dia 07-11-2010 ver o Paul Mccartney ali cantando na nossa frente e bem humilde é de ficar maravilhado e muito feliz pra mim foi um presente de natal cara isso que estou sentindo é de coraçâo é de verdade é um beatlemaniaco,quer dizer um Paulmaniaco pessoal até a próxima valeu Paul.

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