The Kira Justice – ZaI entrevista!

Oi para todos!

entrevista

Como alguns sabem… o ZaI fez uma entrevista com a banda mais popular de j-rock do RS, a “The Kira Justice”.
Nessa entrevista ficamos sabendo um pouco mais da origem, das influências, dos planos… enfim, de tudo!
A TKJ já está consagrada no ramo do J-rock e, pelo visto, está alcançando patamares inéditos, pelo menos aqui no sul, em termos de público, reconhecimento e qualidade.
O grande diferencial da banda seria, sobretudo, a nostalgia. Clássicos da infância, musicas já não tão recentes, mas, certamente, memoráveis e dignas de um coro coletivo.


Essa é a nova música própria da TKJ: Contando estrelas. Ela foi inspirada em “Cavaleiros do Zodíaco”, anime que, obviamente, todos os otakus conhecem. Vale a pena, a música está bem trabalhada e realmente nos faz lembrar do anime, confiram!

E aqui segue a entrevista!

Pergunta básica: Como surgiu a banda, de onde surgiu a ideia de montar uma banda de j-rock?

Matheus Lynar (Vocalista/Guitarrista): Já tínhamos projetos de montar uma banda de Rock faz um tempo, mas ainda não tínhamos a ideia de animes, eventos e etc. A gente já frequentava eventos de anime faz um bom tempo, e eu comecei a notar que, apesar de haverem boas bandas, em particular alguns segmentos do público não tinham uma banda que tocassem o que eles gostariam de ouvir… Então surgiu a ideia de mesclar a ideia de rock pesado que a gente já queria para nossa banda com o som dos animes e games.

Como é a história dos membros? Como se deu a entrada de cada um deles na banda?

Matheus:  Eu já tinha a banda Street Cats, e estava ensinando as meninas a tocar, daí pra dar uma ajuda pra começar o projeto, eu entrei na The Kira Justice “mais pra ajudar”… Jamais imaginei que acabaria me envolvendo assim com a banda. Mas me envolvi e estou muito feliz por isso. É a minha única banda ativa atualmente.

A Alice (Baixista) foi quem realmente começou a banda comigo. Repertório inicial, além de outras escolhas que levaram a banda a ser o que é hoje, foram por causa dela. Pra mim, ela é o pulmão da banda.

O Pantcho (Baterista) era pra ter sido o primeiro baterista da The Kira Justice, ele até chegou a ensaiar conosco, mas os horários nunca ajudavam e ele acabou não ficando na banda. Quase um ano depois, ele voltou como baterista substituto da banda, mas depois de 5 meses nessa condição, e com o ex-baterista não voltando, acabou ficando como permanente.

A Sarisa (Vocalista/Tecladista) tocava bateria na Street Cats comigo; Quando a banda acabou, ela estava disposta a tocar teclado conosco, e estávamos atrás de uma nova vocalista para a banda. até que eu resolvi perguntar pra ela “já pensou em ser vocalista?”. O resultado foi agradável para todos nós da banda e ela ficou como vocalista.

Qual foi o show de estréia da Tkj e como foi?

Matheus: O nosso primeiro show foi no AnimeZ, em dezembro de 2007. Fizemos divulgação do show até dentro do próprio AnimeZ na esperança que tivesse meia dúzia de cabecinhas pra nos assistir. Bem… Acho que deu certo, porque aquele auditório cheio de gente estava um forno! Eu já tinha quatro anos de banda lá e ainda assim na época foi um dos shows que eu mais tive orgulho de tocar. E era só o começo…

Quais são os planos da banda daqui pra frente?

Matheus: Estamos com uma segunda música própria pronta, que logo logo vai chegar aos ouvidos da galera, que também será música de abertura de um áudio-drama de Cavaleiros do Zodíaco chamado “A Saga dos Deuses – Os Lendários Anjos Solares”.
Fora isso, queremos tocar cada vez em mais lugares pra cada vez mais gente. Não é muito original, mas é sincero.


Aproveitando a mania “J”: Recomende alguns animes.

Matheus: Sou fã incondicional de Death Note e Elfen Lied.

Alice: Recomendo Full Metal Panic, é um anime muito engraçado, mas sem ser bobinho, e Gundam Seed, que além de ter ação, lutas de robôs e etc, é um anime com ótima história!

Pantcho: Quero recomendar um que chamou bastante minha atenção: School Days. É um anime bem forte com um final bastante trágico. Achei um anime bastante diferente dos que estou acostumado a ver!

No ramo musical, excluindo as influências orientais, quais são seus maiores ídolos?

Matheus: Não sei dizer ídolos ídolos… Acho que não cresci muito com essa noção. Mas uma das grandes inspirações pra mim foram a banda americana Story Of The Year, que me ensinou mostrou que é possível ter um show com bastante energia e animação e ainda assim com um alto nível musical.

A proposta do álbum/coletânea “Punk goes pop” também sempre me chamou muita atenção, mostrando que dar nova cara – em especial, botar umas boas guitarras – a músicas já conhecidas da galera pode ser algo muito divertido e gostoso de ouvir.


Há alguma diferença entre o público gaúcho e o catarinense? Como é tocar fora do estado?

Matheus: Enquanto público, ambos são ótimos… Pra nós, a diferença é que o público de SC ainda está “descobrindo” a TKJ. Enquanto em SC a galera ainda tem aquele olhar de “Uau, que banda bacana… O que será que vem agora?”, a galera do RS, que está mais familiarizada conosco já vem preparadíssima… Pras rodas punk, moshes, o que vier pela frente estão encarando.

Preciso confessar que fiquei surpreso em ouvir a galera de SC cantando nossa música própria conosco, mas cantaram. Foi bastante gratificante. A galera do RS, nem preciso dizer… Alguns decoraram a letra em uma semana para o show que foi logo depois do lançamento da música.

A TKJ pretende lançar, na medida do possível, o j-rock para a grande mídia?

Matheus: “Grande mídia” é um conceito meio relativo. Se tu quer dizer grandes emissoras de tv e rádio, não dá pra se iludir… Tem que ter uma produção forte por trás, o que nós não temos. Somos independentes, somos só nós. Eu jamais recusaria uma oportunidade de aparecer nesses veículos, mas por enquanto contamos mais com a internet do que qualquer outra coisa.

Mas se a questão for “expansão”, “nível nacional”, e essas coisas… Aí eu acho que nessas horas vale a máxima “O céu é o limite”. Onde houver alguém querendo ouvir nosso trabalho, lá vamos querer estar. Como eu disse antes, queremos tocar cada vez mais para cada vez mais pessoas.

Qual a importancia dos veículos de comunicação “OnLine” para a banda, visto que não há divulgação do circuito j-rock na grande mídia local?

Matheus: Nenhum veículo de comunicação poderia ser mais importante para nós do que a internet. Quando começamos a banda, não tínhamos NENHUM contato ou grupinho de amigos no meio pra dar aquele pontapé inicial. Gravamos uma demo e saímos mandando e-mail, divulgando nas comunidades e sites, e até hoje dependemos muito da internet pra tudo.

Nossos fãs participam bastante dos meios que a internet disponibiliza, tanto que temos uma comunidade com perto de 1000 membros, o que é uma das comunidades de banda do gênero com mais participantes do Brasil.


Dê uma dica para os que estão começando, ou pretendem começar, com uma banda, especialmente de j-rock.

Matheus: Acho que todo mundo que monta uma banda já tem ideia do que quer fazer, então vou dar algumas dicas do que NÃO fazer.

Não se prenda a rótulos. Se vai ser j-rock, j-pagode, ou “uma banda que só toca animesongs”, como algumas vezes já fomos rotulados. Só duas coisas importam: Você tocar algo que te deixe animado, e a platéia ouvir algo que lhe agrade.

Não tente ser igual a outras bandas que já existem, trilhe seu próprio caminho.

Não se deixe abalar por criticas invejosas ou rótulos, mas saiba ouvir criticas construtivas. Se o seu vocal está fora do tom, sua guitarra está com um timbre feio ou sua bateria está saindo do tempo, 80% da platéia vai perceber, mas só uma ou duas pessoas vão ter a honestidade de te dizer. Se isso acontecer, tente verificar se isso está acontecendo mesmo, e se estiver, tenha a humildade de agradecer a dica e arrumar o problema. Aliás, deixo aberto o convite para que qualquer banda nova que tenha material gravado me procure para pedir dicas. Ajudo sem problemas.

Finalizando…

Matheus: Gostaria de agradecer em nome da banda The Kira Justice ao blog Ziks & Icyng pela oportunidade de dar essa entrevista, agradecer a todo mundo que dá força para as a cena musical crescer, mas sem dúvida acima de tudo aos nossos fãs de todo o Brasil, que tem nos dado um grande suporte em tudo o que fazemos e justificam cada passo que essa banda dá.

Icyng:
Nós também agradecemos à banda The Kira Justice pela entrevista e desejamos toda a sorte do mundo para vocês. Continuem levando o J-rock adiante, pois estamos precisando muito disso!

Abraços à banda e a todos!

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2 comentários sobre “The Kira Justice – ZaI entrevista!

  1. Pingback: Animextreme 11ª Edição - Domingo - Fotos « Ziks and Icyng BLOG

  2. Pingback: The Kira Justice na mídia - Imprensa « The Kira Justice

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